quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Sofrimento em Miami
Quinta-feira, o combinado era irmos a expo pegar o kit, montar a bike, testá-la e deixar quase tudo pronto pro check-in no dia seguinte mas fizemos tudo diferente: fomos ao shopping, batemos perna a tarde toda e so montamos a bike a noite pra pedalar na manha da sexta... aí começaram os problemas... durante a manhã da sexta saimos pra pedalar(eu e o Elano) mas com 500m o pneu comecou a pegar e o elano na parada inaugurou sua bike, sofrendo um tombo, voltamos pro hotel pegamos as chaves e tentamos consertar, mas a cada pedalada voltava a pegar e o freio do Elano tambem nao funcionava, pense num desespero!!! A sorte é que achamos o Regis que ajeitou a minha bike e resolvemos ir pra expo. Pegamos os kits, compramos mais pra variar e fomos levar as bikes pro check-in onde o Elano iria consertar seu freio no motor-home da specialized, e os problemas cessaram de aparecer... o freio foi consertado, no entanto quando fomos deixar a bike disseram que nao tinha rack e que devíamos deixar as bicicletas encostadas ou voltar as 20h, então fomos almoçar(17h, nada recomendado pra véspera de prova quando se deve ter repouso e alimentação bem feita) e encontramos com as mulheres que estavam batendo pernas, caiu um pau d'água a qual impediu que fossemos pra casa, quando chegamos ao hotel já era hora de voltar pra fazer o check-in e mais uma vez orientaram pra voltarmos no dia seguinte mais cedo para por as bikes no local, ou seja, perdemos o dia todo na expectativa de fazer o check-in e sem repouso ou alimentação...
O dia da prova começou bem cedo pra podermos fazer o check-in e descobrir que não seria permitido roupa de borracha. A largada foi de dentro d'água com atraso, mas o pior é que sendo a última wave havia muitos mais lentos de outras largadas o que fez com que eu parasse umas 4x pra ajeitar os óculos e quando saí do mar, olhei pro relógio e vi 36 minutos foi um desespero, fiz a transição so pensando como iria compensar esse tempo perdido ( e o pior era a sensação de ter nadado forte pois fiz muita força), fui pro pedal já num ritmo louco com a freqüência cardíaca indo a 178, depois de uns 10 min caiu a ficha para não deixar a natação estragar a prova inteira pq naquele ritmo eu iria quebrar e comecei a dosar um pouco o pedal porém continuava forte e a toda hora passava um pelotão por mim, chegando inclusive a perguntarem se não gostaria de revezar (um absurdo pra uma prova da marca IM). No final do pedal, analisando vi que fiz o que vinha fazendo nos treinos sem mais nem menos já que vinha terminando os longos sem usar vácuo com media de 35,8-36km/h com vento e em situações parecidas com as de Miami, exceto as curvas, então a media de 36,2km/h foi na verdade uma vitoria pois pude por em pratica o que treinei nesses últimos meses, mas por ter feito muita forca, mais do que estava habituado a fazer no ciclismo, e ter escapado dos pelotões (quando passavam eu ficava um pouco e quando estávamos próximo eu forcava pra ultrapassa-los e fugir, alem das retomadas devido ao numero de curvas) acho que acabei forcando demais e paguei o preço na corrida, que alias foi um capitulo a parte pois esperava muito dessa parte da prova, estava com uma corrida muito boa mas devido a força q fiz no pedal paguei com juros na corrida e fiz uma corrida somente razoável e pra piorar ainda faltou água em dois postos de hidratação...
Resumindo, fui pensando em fazer uma prova baseada na corrida e acabou sendo minha pior parte da prova devido a uma serie de fatores mas os ensinamentos que tive dessa prova vão alem da parte física, essa prova me ensinou que nem sempre o plano A funciona e reafirmou mais uma vez q triathlon é um esporte de natacaociclismocorrida e não ha separações entre eles pq a qualquer momento vc pode pagar o preço pelo outro.
Agora, é descansar e tentar a voltar aos treinos o mais breve porque no fim do mês tem Recife... e próximo ano o tão esperado IRONMAN floripa.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Real Life...
Depois foi passar o FDS no cumbuco com a mulher, filha, O luciano e familia so curtindo um paraiso perto de casa(pense num local q indico pra descansar e levar a familia: Cumbuco beach dream), mas pra manter o treino fizemos 12km com um vento e sol muito forte no domingo com um pace de 4:37 depois foi esperar o Rinaldo chegar pra almocarmos e voltar a Fortaleza e a realidade ja que a noite estava de plantao ho HRU...
Durante essa semana nao teve descanso e como diz o Bruno caveira a manga foi grande pq teve PAT, areia etc e hoje ainda teve uma corrida q era pra ser em L2/L3 mas ai a galera foi se empolgando e fizemos um pouco mais forte (galera: Waltim, Frei Thomaz, Bruno Caveira, Véi Alberto, Rodrigo Cantal, Luis e o Elano). Treino bom e dando uma mostra do que vira esse FDS, no mais segue a tentativa de preparacao pro 70.3 de miami... Sem falar dos plantoes q estao cada vez mais sem permitir descanso...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Treinos...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Quanto tempo leva pra recuperar-se de um IRONMAN?
http://triathlon.competitor.com/2010/08/training/recovery-following-an-ironman-triathlon_11953
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Ironman 70.3 Penha
Descrever uma prova de Ironman 70.3 demandaria na verdade extensas linhas para aproximar do que se trata e, nem assim, a fidelidade dos sentimentos poderiam ser expressos por palavras. Buscarei brevemente relatar como foi o ironman 70.3 em Penha sob o ponto de vista de um completo iniciante no mundo do triathlon.
De inicio, deveria voltar há aproximadamente quatro meses quando falara para o teacher (Rafael) que queria fazer um triathlon mas não um triathlon qualquer, queria fazer o meio ironman, já que sempre achei o Ironman algo inatingível naquele momento e o 70.3 seria um início, todavia o que importa é penha então vamos lá.
Dia 26 de agosto de 2010, no check-in eu e o Rinaldo já começamos atrás, como disse o Pablo Formiga, nosso vôo foi cancelado e tivemos que fazer um novo itinerário passando por Belo Horizonte(encontramos o Luciano Petri indo no mesmo vôo pra BH e pelo menos deu pra contar um pouco de piadas e descontrair) e Porto Alegre(com aeroporto interditado devido ao tempo sobrevoamos PA por 1 hora), alterando a chegada que seria as 7:20 pra 12:30. Chegando em Penha, foi correr pra expo, pegar o kit e encontrar o pessoal da zona alvo, depois foi total desencontro... fomos nos encontrar de passagem na pizzaria don Leo’s (fomos eu e família, tobinha, Bira e Thomaz) onde estavam já Rafael, Bruno, Alberto, Igor, Delano, Rodrigo Cantal, Pablo, Marquinhos, Joaquim, Rinaldo, Fabio Buuufo, Caca, Pedro, Adalberto, Carvalhinho e Jefferson, sem mais pra primeira noite. Digo, teve uma surpresa, que foi o desempenho do Bira (pai do Thomaz), deixando todos os atletas para trás em termo de comer, pense num caboclo fastioso-quase foi expulso do rodízio de pizza!!!
Dia 27 de agosto de 2010, o dia pra mim começou cedo, acordei as 5:30 e não consegui mais pregar olhos – estava programado uma natação as 8:30 de reconhecimento e um pedal de ajuste final. A natação foi melhor do que esperava pois apesar da água gelada não me incomodou muito e o ombro direito não tava mais doendo(folga do palmar por uma semana deu resultado hehehe), depois foi a vez do pedal onde residia todos meus pesadelos e começou com um... Meu garmin não funcionou a cadencia, pense num desespero!!!! Aí entrou a assessoria do atleta rs, liguei pro Cleber e por telefone ele me ajudou a consertar o problema e mais alguns ajustes, só tenho a agradecer ao Cleber pela paciência ao telefone!!! Depois foi tentar dormir, só queria saber quem consegue dormir quando faltam apenas 1:30 pro check-in, mas foi cada um pro seu quarto... Enquanto isso Nicolinha, Tatiana, Vovó e Tete estavam no Beto Carrero world... Então fizemos o check-in e fomos ao congresso técnico (eu, tati, Thomaz, bira e Adalberto), depois pizza pra variar e tentar dormir... A noite foi longa...
Dia 28 de agosto de 2010, cedo já estava de pé esperando dar a hora do desjejum ou de perturbar o Thomaz hehehe.... Hora da largada se aproximava e impressionantemente toda a ansiedade desapareceu quando já estava na orça 3.8 e dei algumas braçadas com o Pablo pra quebrar a tensão... Na largada, estava eu e o Bruno lado a lado e na frente o teacher e o Tobinha (eu só imitava o Bruno, olhando a hora de por os óculos, a posição de largada etc, ele nem sabe mas até os primeiros 100m eu estava na imitação total dele mas depois nos perdemos...), quanto mais eu nadava mais confiante estava com a natação pois não sentia cansaço e respirava tranqüilo, apesar de perder um pouco o rumo da segunda pra terceira bóia e ser avisado pelo caiaque, saí do mar e quando vi o relógio minha surpresa – 30’51’’- encontrei o teacher e o Tobinha na T1... Então o pesadelo iria começar, a bike, como diz o caveira comecei com uma “cacetada” de incio e a FC foi a 169 e aliviei um pouco a ânsia de botar força, alias era só o começo. Incrivelmente, a bike estava indo melhor do que eu imaginava até o km 40 quando senti um começo de cãibra e segurei um pouco, no km 50 o Bruno passou por mim num giro louco o qual me fez pensar que eu estava parado (e o pior é q foi na pior subida – viaduto), procurei o advil q o Rafael tinha me dado e nada, então tomei mesmo o deoclil e decidi por força e assim foi até os últimos km – bike 2h34’07’’- ... hora da T2. Comecei a correr num ritmo que demorei a acreditar, sai para um pace de 4’30’’ e me sentindo bem mas sabia que se mantivesse eu quebraria, mantive nos 4’45’’ por quase toda a primeira volta até aumentar pra 5’ depois da subida e não ter mais a mesma confiança pra melhorar o ritmo( pense num medo de quebrar). No começo da segunda volta, encontrei mais uma vez com o Bruno e corremos por um tempo juntos mas quis aumentar um pouco mais o ritmo e acompanhei o Tobinha, que tinha passado por nós, até o km 16. Depois disso, eu só rezava pra não quebrar mas voltei a correr bem e enfrentei os 3 km mais longos até hoje... Nos últimos 600m acelerei de vez e quando comecei a pisar no tapete não sabia se corria mais, se parava pra curtir mais o momento, veio todas as vontades juntas mas pensei: “se corri até aqui vou passar nessa chegada correndo” – 1h43’52’’. Encontrei a Tatiana (meu amorzinho) assim que passei, com Nicolinha lá dizendo que tava tudo bem, foi difícil segurar o choro. Aliás, a ficha só foi cair depois de pegar a bike e ficar sozinho voltando pra arquibancada...
RESULTADO: 4 horas e 54 minutos e um pensamento: “COMPLETEI MEU PRIMEIRO TRIATHLON!!!!!” O tempo comemorei só depois, afinal agora posso dizer que fiz um 70.3 abaixo de 5 horas...Under5!!!!
O mais importante de tudo é que nada disso seria possível se eu não tivesse todo apoio do meu amorzinho sempre me incentivando a buscar os sonhos e não desistir nunca, segurando as pontas pra que eu treinasse e etc...
Agradecimentos a todos que fizeram parte desse primeiro degrau de uma longa escada, se Deus quiser. A minha família (minha vó e mãe), a Zona Alvo, ao Rafael (paciencia e treino), ao Regis pela ajuda no material sempre, mesmo sem ganhar nada hehehe e a todos que, juntos, treinamos nesses meses...
Mas uma frase que escutei no dia seguinte: “é, temos que treinar mais...” e que assim seja... E agora é se preparar pro Ironman em 2011!!!!
OBS: alguns fatos foram omitidos... hehehehe inclusive a queda no córrego ...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Cabeça em Penha

domingo, 22 de agosto de 2010
Apoena etapa Serra


